O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Ele acontece quando células da pele crescem de forma anormal e acelerada, formando um tumor. A boa notícia: quando descoberto cedo, as chances de cura são altas. Entender os sinais e se proteger do sol faz toda a diferença.
O que causa o câncer de pele?
A principal causa é a exposição excessiva ao sol sem proteção. A radiação ultravioleta se acumula ao longo da vida e danifica o DNA das células. O melanoma também pode ter componente genético. É mais comum depois dos 40 anos, mas pode aparecer em pessoas mais jovens com muita exposição solar.
Os três tipos mais comuns
Carcinoma basocelular
É o mais comum e o menos agressivo. Costuma aparecer em pele clara, como uma mancha rosada ou uma ferida que cresce e sangra com facilidade. Locais frequentes: rosto (especialmente o nariz), pescoço, orelhas e couro cabeludo.
Carcinoma espinocelular
Atinge a camada superficial da pele e é mais frequente em homens de pele e olhos claros. Pode lembrar uma ferida ou uma verruga, em couro cabeludo, mãos, orelhas, pescoço e lábios. Pode surgir a partir de lesões chamadas ceratoses actínicas.
Melanoma
É o mais agressivo e o que mais tem tendência a se espalhar, mas é o menos frequente. Costuma aparecer como uma pinta escura que cresce ou muda de forma. Tem alta taxa de cura quando o diagnóstico é precoce. Veja a regra ABCDE.
Quem tem mais risco?
- Pessoas com pele muito clara, ruivas ou com olhos claros.
- Quem teve queimaduras solares, principalmente na infância.
- Quem tem histórico familiar de câncer de pele.
- Pessoas com muitas pintas (nevos).
- Quem se expõe muito ao sol sem proteção ou usa bronzeamento artificial.
Sinais de alerta
- Mancha que coça, sangra, muda de cor ou de tamanho.
- Ferida que não cicatriza em cerca de quatro semanas.
- Pinta nova ou que mudou de aparência.
- Lesão que cresce de forma contínua.
Nem toda mancha é câncer, mas só a avaliação do dermatologista confirma. Alguns sinais são sutis e pedem um aparelho chamado dermatoscópio.
Como é feito o diagnóstico?
- Exame clínico e dermatoscopia: o médico examina a pele e as lesões com uma lente especial.
- Biópsia: quando há suspeita, um pequeno fragmento da lesão é analisado em laboratório.
- Mapeamento corporal digital: fotografias do corpo todo, úteis para quem tem muitas pintas ou histórico familiar.
Tratamento
Depende do tipo, do tamanho e do local. Na maioria dos casos de basocelular, a cirurgia para retirar a lesão é o tratamento. Casos mais agressivos podem exigir outros recursos, como radioterapia ou quimioterapia, com acompanhamento especializado. Lesões pré-cancerosas, como a ceratose actínica, têm tratamentos próprios. Tudo definido pelo médico.
Como se prevenir
Veja o passo a passo em como prevenir o câncer de pele. Resumo: proteção solar todos os dias, evitar sol entre 10h e 16h e consulta anual com dermatologista.
Perguntas frequentes
Com que frequência devo ir ao dermatologista?
Em geral, uma vez por ano. Quem já teve câncer de pele costuma precisar de revisões mais frequentes, definidas pelo médico.
Sol na infância aumenta o risco?
Sim. Queimaduras solares na infância estão associadas a maior risco na vida adulta.
Todo câncer de pele precisa de cirurgia?
Não necessariamente. O tratamento depende do tipo e do estágio, e é definido pelo médico.
Cuide da sua pele com acompanhamento
Notou uma pinta ou ferida suspeita? Procure um dermatologista para avaliar. Para orientações sobre fotoproteção e cuidados diários com a pele, fale com o Dr. Filipe Ferrara, em São Paulo, no Butantã.
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Conteúdo informativo, que não substitui consulta médica. O diagnóstico de lesões de pele é feito por dermatologista. Diante de qualquer lesão suspeita, procure avaliação médica.